Missionários Claretianos
"Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16,15)
Home > Serviço Bíblico > 3/1/2010

Serviço Bíblico

D
S
T
Q
Q
S
S
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Receba em seu e-mail o Serviço Bíblico Claretiano

 

Buscar nos arquivos

Dia:
Mês:
Ano:

 

 

O que é Serviço Bíblico ?

 

Acesse em: Espanhol Português Brasileiro Italiano

Serviço Bíblico Latino Americano

Domingo, 3 de janeiro de 2010

Epifania do Senhor

Santíssimo Nome de Maria (Memória facultativa)

Outros Santos do Dia: Antero (papa, mártir), Bertila de Marolle (viúva), Blitmundo de Bobbio (abade), Daniel de Pádua (diácono, mártir), Florêncio de Viena (bispo, mártir), Genoveva (virgem, Padroeira de Paris), Gordino da Capadócia (mártir), Melário da Bretanha (mártir), Pedro Balsam (mártir de Aulana), Quirino, Primo e Teógenes (mártires de Cízico), Teopempto (bispo da Nicomédia) e Teonas (mártires), Zósimo e Atanásio (mártires da Cilícia), Ciríaco Elias Chávara (presbítero, bem-aventurado), Eduardo Coleman (mártir, bem-aventurado), José Maria Tommasi (cardeal, bem-aventurado).

Primeira leitura: Isaías 60,1-6
Apareceu sobre ti a glória do Senhor.
Salmo responsorial: 71(72),1-2.7-8.10-11.12-13 (R/. cf. 11)
As nações de toda a terra hão de adorár-vos, ó Senhor!
Segunda leitura: Efésios 3,2-3a.5-6
Agora foi-nos revelado que os pagãos são co-herdeiros das promessas.
Evangelho: Mateus 2,1-12
Viemos do Oriente adorar o Rei.

A primeira leitura, tomada do profeta Isaias, é um oráculo de consolo para Jerusalém, a cidade tantas vezes assediada, conquistada e destruída. Aqui, e em outros lugares do mesmo livro, aparece representada como uma mulher, mãe e esposa, a quem se anuncia o regresso de seus filhos dispersos, e a homenagem de povos estrangeiros. A imagem das trevas sobre o mundo que são varridas pelo sol divino, pela luz de uma nova aurora, é uma imagem recorrente ao longo da Escritura, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Uma imagem, por outra parte, presente na maioria das religiões e das culturas antigas e modernas. Luz da verdade e da justiça, da bondade e da misericórdia divinas que se compadece de nossos males. A luz que caracteriza a festa da "Epi-fania" (= manifestação) que estamos celebrando.

Na leitura aos Efésios também se fala da Epifania, da manifestação e revelação de coisas ocultas. Não para o nosso desconcerto ou para nos apavorar no temor, mas ao contrário, para encher-nos de alegria ao conhecer o misterioso plano de Deus. "Que também os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e partícipes da Promessa em Jesus Cristo, pelo Evangelho". É o fim ideal de todo particularismo e discriminação, exclusão ou segregação. "Gentios" somos todos os povos da terra que não estamos etnicamente vinculados com o judaísmo. Eles, os judeus, se consideravam o único povo eleito. Agora partilham sua eleição com a humanidade inteira, "em Jesus Cristo", "pelo Evangelho". Agora vêem, admirados, como os povos se dirigem a Jerusalém, representados pelos pagos do Oriente, e se prostram diante de Jesus oferecendo-lhe seus pobres dons materiais, para receber, em troca, o abraço amoroso de Deus.

Dissemos que é o fim "ideal"de todo particularismo porque isso deve ser convertido em realidade, sabendo que como Deus não faz acepção de pessoas, nós somos convidados a fazer o mesmo. Precisamos converter em realidade aquilo que diz o ditado: "todo homem, todo ser humano, é meu irmão". Que não existe razão alguma para desprezar a ninguém, nem raça, nem língua, nem religião, nem pela cultura, nem por sua condição social, nem pr nenhuma razão. São Paulo está certo ao dizer que a ele foi revelado um mistério "que não havia sido manifestado aos homens em outros tempos", pois até agora continuamos pensando que há muitas razoes para considerar-nos diferentes, superiores, "eleitos de Deus, depositários únicos da salvação", melhores que os demais. O mistério de que fala São Paulo, é precisamente este: que Deus nos considera todos iguais, e nos ama em conseqüência, a todos por igual, com particular predileção pelos que nós nos empenhamos em excluir.

É preciso fazer uma aproximação histórica do como foi possível o acontecimento de que nos evoca o evangelho, ou por que ficou guardado na memória do nascente cristianismo. Herodes, o Gande, reinou na Judeia a partir do ano 40 antes de nossa era. Seu governo foi favorecido pelo Senado Romano. Herodes, estrangeiro de origem, nasceu em Edom, um dos inimigos tradicionais de Israel.


A luta para manter-se no poder apesar do seu passado, foi um de suas bandeiras. Até o ponto de, em que sua velhice, negou-se constantemente a abandonar o trono, não tendo escrúpulo algum em assassinar alguns de seus filhos por temor de ser traído. Seu exercito deixou uma marca de violência e de sangue, impossível de apagar da memória da história judaica. Toda essa espiral de violência foi acrescida mais ainda ao saber da existência de um legitimo sucessor de Davi, que poderia reclamar o trono. O relato do capitulo 2 de Mateus, é como um eco e uma transposição desta situação conflitiva.


O grande rei, do qual ainda se guarda a viva lembrança no final do século I de nossa era, se convertia no adversário do verdadeiro rei; ele era o faraó perseguidor do novo Moisés e, portanto, o símbolo dos poderosos deste mundo. Em relação aos "Magos", é importante precisar que para a Bíblia, a astrologia não tem boa fama: ver Daniel 1,20;2,2.10 ou Atos 8,9 e 13,8. É muito significativa a forma como Mateus os apresenta: inclusive seu país de origem fica na obscuridade. Para um judeu, o "Oriente" designa tudo o que está para além do rio Jordão.

Os magos, alertados pelo "surgimento de um astro", prostram-se diante de Jesus. A Astrologia se prostra: em uma época em que as crenças astrais estavam em alta, era necessário que o evangelista sublinhasse a supremacia do Senhor sobre os elementos do mundo. Outra finalidade de tipo polêmico e muito importante está presente no relato: Herodes e Jerusalém não reconhecem o Messias e lhe armam uma cilada; pelo contrário, os Magos estrangeiros, símbolo das nações pagãs, são os primeiros que vêm para adorar o Salvador. Este é um dos temas mais trabalhados pela comunidade evangélica de Mateus. Para ela fica claro, que o Deus que se revela na pessoa de Jesus Cristo, não pertence a nenhum povo, a nenhuma raça, a nenhuma nação, e a nenhuma religião.

Deus é para todos e todos os povos são chamados a congregar-se em torno dele. A festa da Epifania é uma ocasião privilegiada para refletir com o povo de Deus o tema do diálogo entre as religiões e a reformulação do cristianismo e de sua teologia à luz da que considere essa pluralidade das religiões. Não seria muito evangelizador ficar encerrados no "mito" dos reis magos, e pensar que foi nesse gesto legendário "como Deus se revelou aos gentios".

Indique esta página

Nome
E-mail
Destinatário
E-mail

   Indicação realizada com sucesso

2000-2007 Portal Claret - Desenvolvido por: Claretiano Web Center