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Domingo, 31 de maio de 2009
Solenidade de Pentecostes

Santos do Dia: Câncio, Canciano, Cancianela e Proto (mártires de Aquiléia e irmãos carnais), Crescenciano de Porto Torres (mártir), Hermas da Capadócia (mártir), Lupicínio de Verona (bispo), Mectildes de Edelstetten (virgem, abadessa), Pascásio de Roma (diácono), Petronila de Roma (virgem, mártir), Vital de Monte Subásio (eremita).

Primeira Leitura: Atos 2, 1-11
Cheios do Espírito Santo, começaram a falar.
Salmo Responsorial: Sl 103(104), 1ab. 24ac.29bc-30-31.34 (R.30)
Se enviais o vosso sopro, eles revivem e renovais a face da terra.
Segunda Leitura: 1Coríntios 12, 3b-7.12-13
Um único Espírito, um único batismo.
Evangelho: João 20, 19-23
Como o Pai me enviou, assim eu vos envio.

Com alegria celebramos como comunidade discipular a grande Solenidade de Pentecostes. Com ela encerramos o círculo litúrgico: cinqüenta dias após a Páscoa. Nela inauguramos o tempo do Espírito, o tempo da Igreja. Durante estes cinqüenta dias, em diferentes tons e com insistência pedagógica quase repetitiva, o evangelho de João e o livro dos Atos dos Apóstolos nos prepararam para viver com intensidade espiritual, pessoal e comunitária, este momento culminante de nossa fé.

“Pentecostes” é propriamente uma festa judaica. O autor do relato dos Atos utiliza cores fortes para expressar uma experiência profunda e transformadora, provocada pelo Espírito Santo no interior da comunidade discipular, escondida e medrosa, mas que aguardava e orava. Vento forte, línguas de fogo tornam perceptível a presença dinâmica e alentadora do Espírito. O sinal de que os discípulos tinham recebido o Espírito é que saem do “esconderijo”, vencem o medo e começam a anunciar a boa notícia do reino de Deus. Jesus era o grande profeta de todos os tempos. E esse espírito profético foi transmitido a seus discípulos, assim como o espírito de Elias foi comunicado a Eliseu. Por isso, todos os que os escutam ficam assombrados, porque sentem que algo extraordinário está acontecendo com aqueles personagens: a linguagem do reino alcança universalidade. Todos entendem do que se trata. Mas nem todos se convertem.

Paulo recorda aos Coríntios como é o Espírito que inspira o reconhecimento do reinado de Jesus. Mas também é o Espírito Santo quem suscita a diversidades de dons para a edificação do corpo de Cristo: a Igreja. Enfatiza que os dons do Espírito não são para proveito próprio, mas para benefício da comunidade dos fiéis. Deve-se recordar que os carismas e ministérios diversos não são produto do merecimento humano, mas generosidade trinitária. Todo dom autêntico tem sua origem na Trindade e é comunicado pelo Espírito para o crescimento de todos.

No evangelho de João é o próprio Jesus quem comunica o Espírito a seus discípulos. O evangelista põe especial atenção para descrever a situação dos discípulos: portas fechadas, medo, dúvida, paralisia interior, inércia exterior. A presença do Ressuscitado transforma o medo em prazer e alegria, devolve a paz aos corações atribulados e qualifica para transmitir esta experiência mediante o perdão e a reconciliação. O Espírito nos dá paz, comunhão, justiça, alegria, perdão, reconciliação e a luz para compreender a verdade.

Também nós podemos participar desta experiência se deixarmos que o Espírito de Jesus nos encha e nos impulsione a testemunhar a proximidade do reino com coragem e alegria.

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