Missionários
Claretianos Brasil

home » Evangelho Meditado

Evangelho Meditado

Terça-feira, 23 de Abril de 2019

Tema: Terça-feira na Oitava da Páscoa

At 2,36-41: Convertei-vos; e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo.

Sl 32, 4-5. 18-19. 20.22 (R. 5b): Transborda em toda a terra a bondade do Senhor.

Jo 20,11-18: 'Eu vi o Senhor!'; e eis o que ele me disse.

Naquele tempo: Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. Os anjos perguntaram: 'Mulher, por que choras?' Ela respondeu: 'Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram'. Tendo dito isto, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. Jesus perguntou-lhe: 'Mulher, por que choras? A quem procuras?' Pensando que era o jardineiro, Maria disse: 'Senhor, se foste tu que o levaste dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar'. Então Jesus disse: 'Maria!' Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: 'Rabuni' (que quer dizer: Mestre). Jesus disse: 'Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus'. Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: 'Eu vi o Senhor!', e contou o que Jesus lhe tinha dito.

Comentário

O evangelho mostra o itinerário espiritual que Maria Madalena percorre e, nela, se traça o caminho da comunidade. Primeiro, se experimenta o pranto (v. 11). As lágrimas demonstram um afeto intenso, onde a fé e a incipiente comunidade parecem desfazer-se; mas elas não desmerecem a busca de Maria, pelo contrário, qualificam-na, porque não se resigna ao fracasso, senão que, no lugar da perda, adquire uma densidade que revela a presença cheia de esperança de Deus. Segundo, acontecem o encontro e o reconhecimento do Mestre (vv. 14-17). Em meio à ausência de sentido, toma forma o encontro com o Ressuscitado que confere identidade à pessoa-comunidade (v.16) e lhes mostra a quem pertencem: a seu Pai e Deus (v. 17). Terceiro, ocorre a experiência do testemunho público do Ressuscitado (v. 18). A experiência existencial de Maria e da comunidade, são a mesma que o crente percorre quando decide sentir-se enviado para anunciar a boa notícia da ressurreição aos outros. Como pessoas que pertencem a comunidades de crentes, estamos dispostos a fazer este caminho?

Santo do Dia

S. Jorge

c. 280 ? mártir ? \"Jorge? significa \"o agricultor?


Natural da Capadócia, S. Jorge teria sido o tribuno da guarda romana que se rebelou contra o edito de Diocleciano, que ordenava a destruição das igrejas cristãs, a queima dos livros sagrados e a redução à condição de escravo de todos os cristãos no exercício de algum cargo público. Daí o seu martírio situar-se no século III, em Lida, Palestina (c. 303 d. C.). É representado empunhando uma lança em combate contra o dragão que, segundo a lenda, habitava as águas profundas de um lago, alimentando-se de tenras ovelhas e delicadas virgens. Um dia, antes que fosse devorada, a filha do rei foi libertada por um corajoso cavaleiro, que atravessou o dragão com a lança; ou como diz outra versão, transformou o dragão em manso cordeiro a perambular dócil pelas ruas da cidade. Seu culto foi e continua a ser um dos mais difundidos em todo mundo cristão. A partir do século IV, já era venerado no Oriente e Ocidente. Tornou-se um dos santos mais populares no Brasil. É invocado com a seguinte oração:

Ó Deus onipotente, que nos protegeis pelos méritos e bênçãos de S. Jorge, fazei que este grande mártir, com sua couraça, sua espada e seu escudo que representam a fé, a esperança e a caridade, esclareça a nossa inteligência, ilumine os nossos caminhos, fortaleça o nosso ânimo nas lutas da vida, dê firmeza à nossa vontade contra as tramas do maligno, para que, vencendo na terra como S. Jorge venceu, possamos triunfar no céu convosco e participar das eternas alegrias. Amém.

Calendário - Serviço Bíblico